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QatART: um mergulho em tradição e modernidade

14/04/2022

Falar em Qatar é falar de arte, já que a cena cultural e artística em Doha é fervilhante. Museus e galerias convivem em cadência com grafites, instalações públicas e centros de arte cênica e musical. O roteiro pode começar pelo Museu de Arte Islâmica (MIA), com rico acervo histórico, como a primeira ferramenta de navegação do mundo, fabricada no Iraque no século 10; e o Shahnameh, manuscrito do poeta Ferdowsi, de mil anos, que narra a saga do império persa. Dividido em cinco pavimentos, o MIA acomoda salões de exposições permanentes e temporárias, sala de concerto para apresentações da Orquestra Filarmônica do Qatar, biblioteca com mais de 20 mil livros e o restaurante Idam by Alain Ducasse.

Nas 11 galerias do Museu Nacional do Qatar, o acervo se debruça na história do país, com peças arqueológicas, manuscritos, fotos, jóias e roupas.
O Qatar Museums Gallery, por sua vez, reúne teatro, salas de concerto e galerias para mostras itinerantes de artistas nacionais e internacionais, a exemplo dos famosos retratos do pintor chinês Yan Pei-Ming. Situada em um antigo posto de bombeiros, a galeria Fire Station sedia exposições rotativas, desde arte russa até a célebre mostra Picasso-Giacometti, enquanto o centro de arte Souk Waqif, no Mercado Central, agrupa ateliês de artistas islâmicos e do Oriente Médio em ascensão.

O belíssimo Museu Nacional do Qatar, inspirado na rosa do deserto, ao pôr do sol.

História em perspectiva

Há muito o que se explorar acerca do legado histórico de Qatar. Datada do fim do século 18, a cidade costeira e amuralhada de Al Zubarah, fundada por comerciantes do Kuwait, é declarada Patrimônio Mundial da Unesco. Ruínas de palácios, mesquitas, cabanas de pescadores, portos e cemitérios contam parte do passado dessa cidade, um importante entreposto do comércio de pérolas. O clímax do sítio arqueológico é um típico forte árabe do início do século 20, com paredes de 1 metro de espessura. No extremo noroeste do país, a Fortaleza Al Rakayat, do século 19, é um monumento no deserto, restaurado na década de 1980. Peculiar por sua altura de apenas 3 metros e pelo poço de 5 quilômetros de profundidade, tinha a função de proteger os depósitos de água doce. Erguidas em coral e pedra calcária no fim do século 19, as Torres Barzan – “lugar alto”, em árabe – se voltam para o mar, com o intuito de avistar de longe os barcos invasores, em especial, os otomanos. Acredita-se que, do alto de seus 16 metros, também tenham sido usadas para proteger poços de água e como observatório de astros e do calendário lunar.

Torre de Barzan, de pé desde o fim do século 19.

Compras

Dos tradicionais mercados árabes – os souks – aos shoppings e boutiques de luxo, o Qatar oferece diversas experiências de compras. Para um mergulho cultural, o mais indicado é o Souk Waqif, com lojinhas dispostas em um labirinto de vielas sinuosas, que oferecem todos os signos do Oriente Médio: artesanato, especiarias, café, calçados, antiguidades, tecidos, almofadas, móveis de madeira, artefatos em vidro e até mesmo instrumentos musicais. Colado a ele, estão os souks Gold, especializado em jóias; e Al Deira, território de sedas indianas, pashminas e alfaiates para trajes sob medida. No segmento de luxo, os endereços certos são a ilha artificial The Pearl, com marcas locais e internacionais; o centro comercial e cultural Al Hazm, inspirado nas galerias italianas, incluindo colunas de mármore da Toscana; e a versão árabe da parisiense Galerias Lafayette. Já o shopping Villagio se esforça para reproduzir Veneza: gôndolas em um canal levam o visitante até a Via Domo, que concentra as principais marcas de luxo internacionais. Para famílias, os mais indicados são os democráticos shoppings Doha Festival City e Mall of Qatar.

Shopping Al Hazm, lembrando galerias italianas com suas colunas de mármore.

Texto e pesquisa por: Fernando M. Torres
 

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