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Viaje sem sair de casa: a fé na Índia

27/05/2020

Este é um momento para cuidarmos um do outro, para estarmos com a família e aquietarmos a mente. Para viajar, nem sempre precisamos sair de casa. No projeto Viaje Sem Sair de Casa, reunimos conteúdos superbacanas para você aproveitar com a família. Que tal conhecer o que cada destino tem de mais interessante? Da gastronomia a dicas de filmes e livros - tudo o que você precisa pra curtir um pedacinho do mundo na sua própria casa e conhecer outros lugares sob novas perspectivas. Boa viagem!

 

Deuses por toda parte

Brahma, Shiva, Vishnu, Ganesha: na Índia, para onde quer que se olhe, existe a imagem de um deus. E, a seus pés, dezenas de oferendas. Nem precisa ser um templo: os deuses estão nas ruas, nas lojas, na porta de casas. É como se estivessem sempre de olho em seus devotos, zelando por eles. 

Rituais e festivais religiosos fazem parte do calendário de eventos da Índia. Momentos de afirmação da fé do seu povo

A religião está tão entranhada na sociedade indiana, que quase não há diferença entre viver e rezar. Afinal, o hinduísmo – praticado por 80% da população – é a religião mais antiga do mundo. Nasceu há 4 mil anos e continua ditando os modos de ser, de viver e de comer de 1 bilhão de pessoas. 

Um exemplo é o hábito dos hinduístas de não comer carne bovina. O motivo é simples: o touro é a montaria de Shiva, um dos deuses mais populares. Mas a fé dos indianos não para por aí. No país vivem também 170 milhões de muçulmanos, 30 milhões de cristãos – uma herança das colonizações portuguesa e inglesa – e outros 30 milhões de praticantes de religiões locais. Uma delas é o sikhismo, misto de hinduísmo e islamismo cujos devotos podem ser identificados pelo uso de turbante. Outra é o jainismo, doutrina complexa que incorpora elementos do budismo. 

O Golden Temple, em Varanasi

Quanto à religião criada por Buda, vale lembrar que foi na Índia que ele nasceu. Precisamente na cidade de Bodh Gaya, no norte do país, onde o príncipe Sidarta Gautama atingiu o nirvana e começou a difundir sua nova visão do mundo. Uma entre as tantas que a Índia nos legou. 

Quem são os deuses da Trimúrti, a santíssima trindade do hinduísmo

Brahma
É o criador do universo, representado com quatro cabeças. Sua mulher é Sarasvati, deusa das artes. Não costuma haver templos dedicados a Brahma – isso é porque, para os hindus, Brahma está em tudo.

Shiva
Simboliza a força destruidora, mas no bom sentido: o que Brahma criou, shiva vem e transforma, com o objetivo de regenerar o mundo. Daí o fato de que seu símbolo seja o lingam, um falo, ícone da energia vital. É a divindade associado ao yoga.

Vishnu
Entre a criação e a destruição, cabe a vishnu a manutenção da ordem no universo. Isso é feito por meio de avatares, ou encarnações, que vêm ao mundo para restaurar a paz. Até agora já foram nove, entre elas Krishna, Buda e Rama, herói do épico Ramayana. 

O budismo também está presente da Índia em locais como a cidade de Leh, na região de Ladakh

Índia, uma viagem de fé
Por Erik Sadao

Deus, na Índia, está em toda parte. Peregrinos que adoram as centenas de deuses hindus chegam a Varanasi ao nascer do sol para banhar-se no sagrado Rio Ganges. Alguns budistas se prostram diante de imagens de Buda na Sarnath, onde o mestre proferiu seus primeiros ensinamentos após atingir a iluminação. Outros entoam mantras aos pés do Himalaia, na Dharamshala que mais parece um pedaço do Tibete. No Golden Temple de Amritsar, adeptos do sikhismo, sempre com turbantes na cabeça, cozinham de forma devocional para a comunidade.

As bandeirinhas coloridas do budismo enchem de magia os monastérios budistas de Ladakh, assim como os templos jainistas do dourado Rajastão.

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