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24 horas em Kyoto

28/09/2017
Os jardins do templo Toji são dos mais belos da cidade
Primeiro urban resort do Japão, o hotel Ritz-Carlton está instalado às margens do rio

Considerada por muitos como a mais bela cidade japonesa, Kyoto encanta os visitantes com charme pitoresco, bairros tradicionais, ruas antigas e estreitas, cenas cotidianas e monumentos fascinantes. Ela possui uma atmosfera única, bastante diferente da vivenciada em Tóquio. A despeito da inevitável ocidentalização, tradições milenares ainda são cultivadas, senhoras ainda circulam pelas ruas vestindo quimonos e tamancos e, com sorte, é possível ver algumas gueixas na cidade que inventou a cerimônia do chá, o paisagismo japonês e o ikebana.

Cercada por colinas que lhe serviram como fortaleza natural, a antiga Kyoto foi sede do Japão Imperial por mais de mil anos, de 794 a 1868, ocupando até hoje o posto de importante centro cultural e artístico. Conhecida como a "Capital dos Templos", mais de 1600 santuários budistas e 270 xintoístas atestam sua importância religiosa, enquanto o Palácio Imperial e as Vilas Imperiais, com seus lendários jardins, refletem toda sua glória e esplendor. A riqueza da arte tradicional tem sido cuidadosa e carinhosamente preservada, influenciando artistas e arquitetos internacionais.

 

Onde ficar
The Ritz-Carlton Kyoto
Às margens do rio Kamogawa, o The Ritz-Carlton é considerado o primeiro urban resort do Japão. As vistas para o rio e para as montanhas Higashiyama completam a experiência sensorial que se revela em um design sofisticado de interiores, combinando as antigas tradições da cultura japonesa à elegância contemporânea. Dentre as suítes do hotel, a Tsukimi reserva uma inspiração adicional: um jardim zen particular, iluminado por tradicionais lanternas japonesas, que dão a exata sensação de vivenciar a cultura do país.

 

Comidinhas
Murakami Kaishindo
Considerado um dos melhores lugares para conhecer os doces tradicionais da cidade, Murakami Kaishindo foi fundado em 1907. Além dos famosos biscoitos de Murakami, o cardápio inclui bolos, café e chá preto. Não deixe de explorar a área de Teramachi-dori, atualmente um dos bairros mais emocionantes e cheios de novidades de Kyoto.
murakami-kaishindo.jp

 

Arte Contemporânea
Galerie 16
A arte contemporânea produzida na cidade pode ser vista na Galerie 16, que existe desde 1962. A galeria está localizada a poucos quarteirões ao sul dos grandes museus de arte do parque Okazaki e é um pequeno espaço com uma grande presença na cena artística local.
art16.net

Museu Nacional de Arte Moderna
Uma grande caixa cinza projetada pelo vencedor do prêmio Pritzker Fumihiko Maki guarda mais de 10 mil obras de nomes importantes da arte contemporânea, como Mondrian e Duchamp em uma área de 2.600 metros quadrados. A arte japonesa também é contemplada em várias vertentes artísticas com exposições temporárias e permanentes.
momak.go.jp

 

Compras
Eitarouya
Uma loja especializada em quimonos masculinos. Tradicional na cidade, a Eitarouya é diferente por fazer todas as suas peças sob medida. Os alfaiates da loja, verdadeiros artesãos dos quimonos, produzem as peças em vários tecidos, como lã, algodão, seda e até cânhamo.
eitarouya.com

 

Templo
Toji
O templo que é Patrimônio Histórico japonês é conhecido por seu pagode, o mais alto do Japão, e por ser lar de vários tesouros nacionais. Embora muito de Toji tenha sido repetidamente destruído e reconstruído, as 21 estátuas de Buda sobreviveram e estão em exibição no prédio de Kodo.
toji.or.jp

 

Restaurante
Shizuku
O pequeno e ótimo restaurante não se prende apenas a cozinha asiática, reservando no menu criações com influências ocidentais. Os chefs preparam pratos como o Sinew de carne cozida com ervas, Shizuku de camarão em conserva e veado de alta qualidade cozido em molho de marsala de vinho tinto. Uma verdadeira experiência sensorial.

 

Jardins paisagísticos
Templo de Kaju-ji
O Japão é conhecido pelo cuidado com seus jardins paisagísticos e Kyoto é o melhor lugar do país para ver de perto essa verdadeira obsessão nacional. O templo foi construído na era Shotai, há mais de mil anos, pelo imperador Daigo em homenagem a sua mãe. Por várias gerações foi refúgio para os membros da família imperial que entraram no sacerdócio budista antes de serem abertos ao público. Projetado para refletir cada estação do ano, o jardim chega ao auge da beleza na primavera e no verão, quando os gigantescos lotus florescem. 

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