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Um passeio pelas principais obras do Inhotim

13/11/2018

O museu de arte contemporânea a céu aberto em Minas Gerais é considerado o maior do mundo
 
Inhotim, em Minas Gerais, é o maior museu a céu aberto do mundo. Em uma área de 800 hectares está concentrado um misto de parque ecológico, museu de arte e jardim botânico. Ao ar livre e entre pavilhões e galerias, obras contemporâneas aproximam o público de uma reflexão sobre a arte feita no nosso tempo. Olafur Eliasson, Doug Aitken, Tunga, Adriana Varejão, Hélio Oiticica, John Ahearn, Amilcar de Castro, Mauro Restiffe e Janet Cardiff são nomes importantes que têm seus trabalhos expostos no centro de arte brasileiro.

 

Para ver em sequência:
 
Yayoi Kusama
Por sua localização logo na entrada do Instituto Inhotim, é possível visitar a obra tanto no início quanto no final do passeio. A Narcisus Garden consiste em várias esferas espelhadas que flutuam em um espelho d'água suspenso. É uma das obras mais famosas da artista, uma vez que a versão original – feita para a Bienal de Veneza de 1966 –, causou sua expulsão do evento. Em Veneza, Kusama instalou clandestinamente as esferas sobre um gramado com a placa "seu narcisismo à venda".
 
Hélio Oiticica
Há diversas obras do artista espalhadas pelo parque. Uma das mais fotografadas é a denominada A Invenção da Cor, que consiste em enormes monólitos coloridos localizados próximos ao lago da entrada do parque.
 
Janet Cardiff
A artista canadense especialista em trabalhos com áudio tem duas obras incríveis no Inhotim. Na Galeria Praça, que fica próxima à entrada no parque, há uma instalação feita com a gravação de um coral de canto gregoriano em canais de áudio individuais.

"Narcissus Garden" de japonesa Yayoi Kusama. (Foto Stephanie Torres)

Para ver em sequência:
 
Miguel Rio Branco
A galeria do fotógrafo carioca reúne as fortes imagens feitas no Pelourinho nos anos 1970. Apesar do conteúdo forte, e não recomendado a crianças, vale muito a pena conferir a estética de Miguel Rio Branco explorada em instalações e, em especial, no vídeo exibido em uma das salas.
* É recomendado utilizar o carro disponível pelo Inhotim para chegar até a área.
 
Matthew Barney
Há uma galeria com uma grande obra feita após a visita do artista americano ao Brasil, intitulada De Lama Lâmina, fica instalada no caminho da obra O Som do Mundo. O artista americano tem, também, um vídeo produzido durante sua passagem pelo carnaval de Salvador na galeria Marcenaria.
 
Doug Aitken
Uma das galerias mais famosas do parque, onde está instalada a obra O Som da Terra. Nela, o artista californiano instalou um microfone plantado a centenas de metros do subterrâneo que permite que os visitantes, literalmente, escutem o barulho da terra se mexendo.
* É recomendado utilizar o carro disponível pelo Inhotim para chegar até a área.

"Sonic Pavillion" de Doug Atkins. (Foto Eduardo Loureiro)

Para ver em sequência:
 
Galpão Cardiff Miller
Esta é uma das atrações mais imperdíveis do Inhotim. Em um imenso galpão, há diversas caixas de áudio espalhadas. No centro, algumas cadeiras estão colocadas em frente a um megafone, em cima de uma mesa. A impressionante obra de áudio nos leva para dentro de um dos sonhos de Janet Cardiff. Recomendamos que escutem a obra inteira, desde o início, com duração de aproximadamente 12 minutos. A dica é sentar-se em frente ao gramofone, fechar os olhos e viajar!
* É recomendado utilizar o carro disponível pelo Inhotim para chegar até a área.
 
Tunga
O artista pernambucano tem duas galerias importantes no parque. A True Rouge é muito especial por ter sido a primeira obra a entrar no Inhotim, quando o parque ainda era uma fazenda da família Paz. A galeria mais recente do artista fica próxima ao Galpão Cardiff Miller e tem o tema “Psicoativa”, com referências às "Teresas", cordas feitas com lençóis para escapar de um incêndio, por exemplo – o áudio da galeria é assinado por Arnaldo Antunes. As obras do Tunga são famosas pelas performances inaugurais. Nosubsolo da galeria há um vídeo gravado no dia da abertura da instalação, em que o artista, e um exército de ajudantes, carregam todos os objetos que completam o enorme galpão.
* É recomendado utilizar o carro disponível pelo Inhotim para chegar até a área. A galeria True Rouge pode ser visitada a pé, próxima ao restaurante Tamboril.
 
Cildo Meireles
Além de obras espalhadas pelo parque, o artista carioca tem uma enorme galeria com três salas imensas com suas instalações. A mais icônica talvez seja a obra Desvio para o Vermelho, em que o ambiente de uma casa é totalmente pintado com a cor vermelha. Há também a icônica obraAtravés, que ilustra e dá nome a um dos livros do próprio Inhotim.

Panacea Phantastica, 2003 – 2008, de Adriana Varejão. (Foto Eduardo Loureiro)

Adriana Varejão
Talvez uma das galerias mais impressionantes do parque. O prédio em si vale a visita. Dentro estão obras importantes como a Linda do Rosário, com a famosa parede de azulejos com vísceras humanas, produzida depois que a artista leu notícias sobre uma tragédia em um dos prédios que implodiu no Rio na década de 1980. Um casal encontrado de mãos dadas em meio aos destroços foi a inspiração para a obra.
 
Cosmococa
São quatro salas que abrigam um conjunto de trabalhos de vários artistas de expressão nos anos 1960: Hélio Oiticica, Yoko Ono, entre outros. Em uma das salas está instalada uma piscina que pode ser utilizada pelos visitantes.
* É recomendado utilizar o carro disponível pelo Inhotim para chegar até a área.
 
Marilá Dardot
A artista, que é conhecida por trabalhar o alfabeto e as formas das letras em sua obra, tem um verdadeiro jardim no Inhotim. É possível plantar e formar palavras com diversos vasos em formato de letras.
* É recomendado utilizar o carro disponível pelo Inhotim para chegar até a área.
 
Jorge Macchi
Bem próximo do jardim de letras, há uma piscina em forma de lista telefônica assinada pelo artista argentino Jorge Macchi.
 
Waleska Soares
A pequena galeria espelhada da artista convida os visitantes a participar de uma dança encenada, com efeito de espelhos.
 
Olafur Eliasson
Há duas obras do artista no parque. Uma, próxima da galeria de Waleska Soares, é um enorme caleidoscópio instalado em posição de telescópio. A outra obra de Olafur está instalada em uma área escondida, em frente à galeria True Rouge. Nela, há uma fonte de água pode ser vista (e ouvida) com os efeitos da iluminação de estrobo.
 
Chris Burden
Os trabalhos mais legais do artista americano são as esculturas espalhadas pelo parque. A maior delas consiste em vigas plantadas no solo após terem sido atiradas por imensos guindastes. Nesta instalação, o artista faz uma referência, de proporções gigantescas, ao estilo "dripping", criado pelo artista Jackson Pollock, em que o artista se apoia sobre a tela jogando a tinta com força, de cima para baixo.
* É recomendado utilizar o carro disponível pelo Inhotim para chegar até a área.
 
Lygia Pape
A galeria da artista carioca foi inaugurada há quase cinco anos e consiste em diversas formas geométricas formadas a partir de fios que recebem iluminação direta. É possível andar entre eles e ver a mudança das formas a cada perspectiva.

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