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Calendário artsy

31/05/2017
Art Basel Miami (Foto Divulgação)
Instalações na Art Basel Hong Kong (Foto Divulgação)

Dúnia Schneider. Especial para a Teresa Perez.

Na era digital em que vivemos, pode-se dizer que o mundo “físico” é comparativamente menos importante do que o “virtual”. Felizmente, no universo das artes, o oposto predomina. Afinal, todo mundo quer ter a sua individualidade reconhecida. Portanto, muito além de um passatempo secular, colecionar arte hoje é mais relevante do que no passado. Como disse recentemente Alexander Gilkes, cofundador da galeria online Paddle8, em entrevista para publicação londrina Monocle, “o que se coleciona é parte da própria identidade de cada um”. Diferentemente de um carro ou de um telefone celular, uma obra de arte é um investimento que pressupõe uma conexão emocional que pode passar às próximas gerações. Ou seja, adquirir um Picasso, um Basquiat ou um Cy Twombly, torna-se algo “para sempre”. “Este cenário reflete no aumento tanto de colecionadores e investidores quanto de galerias nas últimas décadas. Nas feiras de arte não é diferente. A abertura de novas edições nos últimos tempos, quase preenche a agenda do ano inteiro com eventos que cruzam várias vertentes artísticas. 

A famosa FEIRA EUROPEIA DE ARTE (TEFAF), por exemplo, seguiu para Nova York em 2016, voltada para as artes moderna e contemporânea. Claramente uma mudança de foco visando o efervescente mercado nova-iorquino, já que o evento, que acontece tradicionalmente em março na cidade holandesa de Maastricht, é conhecido como a maior plataforma de venda de arte antiga, cuja curadoria abrange 7 mil anos de história. Além da primeira edição em outubro passado na cidade americana, mais duas estão previstas para 2017, quando o evento também completa 30 anos. A TEFAF MAASTRICHT recebe 75 mil visitantes por ano, que chegam para – além de conhecer as charmosas praças e prédios históricos que pontilham a cidade – visitar cerca de 270 galerias de 20 diferentes países. E podem encontrar de tudo um pouco por lá, já que o evento conta com milhares de objetos, entre esculturas gregas, joias, antiguidades egípcias e quadros de velhos pintores. Peças como a primeira tela assinada pelo holandês Rembrandt, chamada O Paciente Inconsciente (vendida por um pouco mais de US$ 1 milhão) até trabalhos recentes, como os do artista indiano Anish Kapoor, fizeram parte da edição anterior.

Já a gigante ART BASEL, direcionada para a arte contemporânea, abriu sua edição em Hong Kong em 2013, confirmando a fama da metrópole como importante mercado e colocando galerias ocidentais ao lado de nomes asiáticos, como as chinesas ShanghART Gallery e Vitamin Creative Space. Criada em 1970 na Basileia (Suíça), cidade que originou nome “Basel”, a feira desembarcou em Miami Beach em 2002 e lá se tornou uma das mais disputadas do mundo, reunindo todos os anos mais de 70 mil visitantes e cerca de 250 galerias de mais de 30 países. Seja nas praias, nos parques ou nos pavilhões de exposição, o megaevento proporciona o contato com as muitas vertentes das artes, como pinturas, esculturas, instalações e arte digital – e a oportunidade de explorar a cidade. Galerias brasileiras como Fortes Vilaça e A Gentil Carioca já participaram.

A londrina FRIEZE ART FAIR, que engrossa a lista das maiores feiras mundiais, também invadiu Nova York, tanto que nesse ano realiza a sexta edição na cidade. Lançada em 2003 como uma extensão da marca da revista de mesmo nome, seus fundadores Amanda Sharp e Matthew Slotover pretendiam dar visibilidade a artistas contemporâneos que não tinham espaço no mercado. A edição de Londres, que contou com 160 galerias em 2016, contempla até uma seção permanente com esculturas e instalações ao ar livre. Entre as galerias brasileiras, estão a Mendes Wood DM, a Vermelho e a Fortes Vilaça.

A FIAC, considerada a fashion week das feiras por sua badalação, a ArteBA, de Buenos Aires, que chega à sua 26ª edição em 2017, e a BERLIN ART WEEK, dedicada a novos talentos, são eventos menores, mas não menos importantes, que ainda não contam com edições extras. Mas, sem dúvida, merecem uma visita demorada em busca da tela ou do objeto perfeito para traduzir a essência do próprio colecionador.

 

Confira cinco feiras de arte imperdíveis:

TEFAF
Feira Europeia de Arte
Nova York, Estados Unidos
27 de outubro a 1 de novembro (outono)
tefaf.com

ART BASEL
Miami Beach, Estados Unidos
7 a 10 de dezembro
artbasel.com

FRIEZE ART FAIR
Londres, Inglaterra
5 a 8 de outubro
frieze.com

BERLIN ART WEEK
Berlim, Alemanha
12 a 17 de setembro
berlinartweek.de

FIAC
Feira Internacional de Arte Contemporânea em Paris
Paris, França
19 a 22 de outubro
fiac.com/paris

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