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Arte hi-tech em 2017

26/01/2017
Doug Aitken Electric Earth. Foto Divulgação / MoMA
Anywhen by Philippe Parreno. Foto Divulgação / Tate Modern

Artistas que renovam o landscape da arte contemporânea com obras multimídia combinando criatividade e tecnologia.
Juliana A. Saad. Especial para a Teresa Perez.

Os inovadores multimídia prolongam os limites da arte e criam obras de alto impacto sensorial. Desde Michelangelo e Da Vinci, que já misturavam ciência e arte e mudaram a forma como olhamos para o mundo, passando pelos precursores da arte conceitual da década de 1950, Como Duchamp e seus rotoreliefs giratórios e os videomakers e performers da década de 1960, como Andy Warhol e Nam June Paik, a combinação de ousadia, tecnologia e arte vem provocando sentimentos que vão do assombro ao êxtase.

Um dos principais nomes do panorama multimídia atual, o artista e cineasta californiano Doug Aitken celebrizou-se por trabalhos que mesclam imagens, sons, realidade virtual e intervenções arquitetônicas criando paisagens visuais abissais. Criou obras como Sleepwalkers (2007), em que as paredes exteriores do MoMA foram cobertas com projeções paralelas de cinco pessoas. 

Em 1999, Aitken ganhou o prêmio internacional da Bienal de Veneza com a instalação Electric Earth. Em Altered Earth (2012) a paisagem em constante mudança de Arles (França) é exibida através de imagens em movimento. E para a exibição MIRROR (2013) foram utilizadas centenas de horas de imagens em tempo real, numa paráfrase ao cotidiano, transformando o exterior do Seattle Art Museum em um painel mutante. O francês Philippe Parreno ganhou destaque na década de 1990 atuando em filme, vídeo, som, escultura, tecnologia e colaborando intensamente com cientistas, arquitetos, escritores e músicos de vanguarda. Sua recente exibição Anywhen, em cartaz até abril de 2017 na Turbine Hall da Tate Modern, em Londres, guia o público por uma mudança constante de elementos dinâmicos, diferentes configurações de luz e ambientes sonoros.

Já o argentino Tomás Saraceno formou-se em arquitetura e participou do programa de estudos espaciais internacional da Nasa. Suas esculturas flutuantes e instalações interativas que propõem explorar novas formas sustentáveis de habitar e sentir o ambiente, juntando arte, arquitetura, ciências e engenharia, o levou a receber o Prêmio Calder na 53ª Bienal de Veneza. 

Uma de suas instalações mais emblemáticas, a monumental In Orbit (2013-15), montada a uma altura de 20 metros acima da praça K21 Ständehaus, em Düssledolf, incentivou os visitantes a se movimentar em uma teia de redes tridimensionais com a sensação de flutuar no espaço.

 

Algumas das exibições mais interessantes de artistas que exploram o binômio arte e tecnologia

 

Inhotim
Brumadinho, Minas gerais
Doug Aitken Sonic Pavilion
Novo pavilhão Anish Kapoor 
em 2017
inhotim.org.br

Tate Modern Turbine Hall
Londres, Inglaterra
Anywhen by Philippe Parreno
até abril de 2017
tate.org.uk

MoMA
Nova York, Estados Unidos
Teiji Furuhashi: lovers
até abril de 2017
moma.org

Whitney Museum
Nova York, Estados Unidos
Dreamlands: immersive
Cinema and art, 1905 - 2016
até fevereiro de 2017
whitney.org

Dreamlands: immersive. Foto Divulgação / Whitney Museum
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