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5 exposições imperdíveis na primavera de Paris

20/04/2017
Obra "L'Avant port de Dieppe, après midi, soleil", 1902. Camille Pissarro. Foto: Divulgação
Vestido preto de crepe desenhado por Balenciaga, (Black crepe dress, 1964). Foto: © E. Emo and A. Llaurency /Galliera /Roger-Viollet

@parisianglobetrotter. Especial para a Teresa Perez.

 

Musée Guimet
Kimono, au bonheur des dames
Até 22 maio 2017

guimet.fr

Para quem gosta de moda, a ocasião é única: os belíssimos quimonos da maison Matsuzakaya, fundada no século 17, saíram do Japão pela primeira vez e podem ser admirados ao lado de vestes de costureiros contemporâneos como John Galliano, Yves Saint Laurent, Kenzo ou Jean-Paul Gaultier no museu de artes asiáticas Guimet. 
Matsuzakaya, fornecedor da nobreza japonesa, tornou-se a referência para a arte têxtil japonesa. Do período Edo até o século 21, o quimono e sua geometria perfeita em forma de “T” são uma tela virgem favorecendo a imaginação e a narração dos maiores costureiros. As 150 peças da exposição são deslumbrantes...
Ainda no museu, vale contemplar a linda coleção de arte Khmer do Camboja para preparar sua próxima viagem à Ásia. 
 

Musée Marmottan Monet
Camille Pissarro, le premier des impressionnistes
Até 2 julho 2017

marmottan.fr

Há 40 anos que não víamos uma exposição sobre Camille Pissarro (1830-1903), o “pai do impressionismo”, segundo seu amigo Cézanne. 
Estão aqui reunidas suas obras principais – paisagens, vistas urbanas, retratos pintados em Paris, Rouen e Le Havre na Normandia ou Dieppe, no norte da França, sendo várias obras de coleções particulares praticamente jamais mostradas ao público.
Grande amigo de Monet, mestre de Cézanne e Gauguin e inspirador de Saurat, Pissarro é um mestre da pintura impressionista e pós-impressionista da segunda metade do século 19. Imperdível!


Musée Bourdelle
Balenciaga, l'œuvre au noir
Até 16 julho 2017

palaisgalliera.paris.fr

O preto era a cor favorita do estilista Cristóbal Balenciaga. Em 1938, a revista Harper’s Bazaar escrevia que “seu preto é tão preto que parece um tapa no rosto. Um preto tão profundo, espanhol, quase aveludado, como uma noite sem estrelas, que um preto comum parece cinza”.
Os vários tons de preto realçam a linha escultural, o desenho puro, os tecidos dos modelos expostos – discretos para o dia e deslumbrantes para a noite. 
A exposição é apresentada no ateliê do escultor Bourdelle, criando assim um diálogo entre as esculturas e as criações de Balenciaga: uma homenagem ao preto único, vibrante e luminoso, encarnado por uma centena de criações pouco mostradas até hoje. Imperdível para as fashionistas.


Musée du Quai Branly 
Picasso primitif
Até 23 julho 2017

quaibranly.fr

Picasso dizia que sentiu suas “maiores emoções artísticas vendo a admirável beleza das esculturas feitas pelos artistas anônimos da África”. Nessa exposição, o Musée du Quai Branly mostra as relações entre a arte de Picasso e as artes não ocidentais, sejam elas africanas, oceânicas, americanas ou asiáticas, por meio de objetos, cartas e fotografias da coleção particular do mestre, que dialogam com suas obras.
É proveitoso, também, tomar um vinho beliscando alguns petiscos no Café Branly, do arquiteto Jean Nouvel e com iluminação do artista Yann Kersalé.
Uma exposição inédita.

 

Grand Palais
Rodin, l’exposition du centenaire
Até 31 julho 2017

grandpalais.fr

2017 é o ano dos 100 anos da morte de Rodin, o pai da escultura moderna. Suas obras primas (O Pensador, O Beijo, Os Burgueses de Calais) habitualmente visíveis no próprio Musée Rodin estão no Grand Palais até o fim de julho, para essa “exposição do século”. 

Rodin revolucionou a criação artística antes de Braque, Picasso ou Matisse. Ele inspirou gerações de artistas como Bourdelle, Brancusi ou Camille Claudel, sua infeliz companheira – que ganhou um museu situado a uma hora de Paris, em Nogent-sur-Seine, e que vale a pena ser visitado também.

1 Comentário
vanice
24/04/2017
Adorei!
Teresa Perez
24/04/2017

Obrigado!


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